terça-feira, agosto 29, 2006

A play,three players, a director, a theater...

'...Although we see the world through different eyes
We share the same idea of paradise
So don't search in the starts for signs of love
Look around your life, you'll find enough...'

"Se a vida é(that´s the way life is)" by Pet Shop Boys.


Lembro até hoje de quando,11 anos atras,eu decidi 'virar' atriz,aí em 1996 comecei a estudar e vi que era isso mesmo que eu queria pra minha vida.Ao longo desses 10 anos (mas como profissional só nos últimos 3) fiz/vi muita coisa....mas o sentimento de novidade me preenche a cada estréia.

Próximo sábado (dia 2) estarei,juntamente com Cléber,Robert e Rodrigo-diretor0 com a peça 'Trem da 1 hora na Casa de Cultura de Mogi das Cruzes,a partir das 8 da noite.

Todos estão convidados a ir assitir.
Eu e Rodrigo,durante intervalo dos ensaios de outra peça que fizemos juntos,isso em 2004...
eu e rodrigo

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Tem alguns posts escrevi umas linhas sobre Sérgio,eu disse que '...ele provavelmente nem se lembra mais de mim'.
Lembra,sim!
Tem tentado falar comigo ha um tempão...
Liguei pra ele domingo (tadinho,tava dormindo....desculpe,lindinho) e conversamos por mais de 2 horas. Ele sempre educado e docinho como sempre...

Bom saber que as pessoas não nos esquecem.
Bom saber que ainda tem gente legal no mundo...
Agora só falta a gente se re-encontrar,né moço?


Musiquinha em homenagem à ele.
"Let´get together" by Youngbloods



sábado, agosto 19, 2006

Want a signed book?

cantando com voz bem fininha ;) 'Eu,somente eu...'

Fotos do cocktail do livro.
Agora posso dizer com 100% de causa: cocktail de autógrafos é uma chateação. ja trabalhei como hostess e foi um pé...ja fui de convidada ( e não-convidada porque queria bebida gratis rs) e agora,dando autógrafos. Ê coisa chata,um monte de gente que nem conheço pedindo pra eu assinar numa folha que eles talvez não abram por um bom tempo,aí quando abrirem nem se lembrarão de mim.....
De qualquer forma,se vc quiser eu te vendo um livro autografado ;) hehehehe 1
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Como adoro essas lengas-lengas,cheguei tarde pacas,no começo me neguei a usar esse crachazinho cruel mas, como se vê nas fotos,me rendi. rsfssrsrr Gostei dos outros escritores. O de terno é o editor.



Umas semanas atras encontrei com uma galerinha de uma comunidade do Orkut. Fomos ao bar Ibotirama.
Povo bacana, tudo meio doido mas gente de primeira qualidade.
Nas fotos: Cláudia e Sérgio(com meu livro),eu(com cara de bêbada em fim de festa-mas eu não tô bebendo(o que faz da cara píor ainda)). Eu e Alex (acho que é esse o nome dele),eu com João Paulo.

De lá fui ao Black More rock bar,encontrei Patty e Amandy,super legal.
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Como ja se sabe,o poema que está no livro foi feito em homenagem à um ex meu....como muitos que me conhecem, minhas mais recentes nêuras tem a ver com outro ex (puta raça do inferno!); então resolvi postar essa música aqui,que é linda (não que o tal ex que 'me apresentou à ela' seja lindo;é um chato e feio).

"The first time I ever saw your face" by Roberta Flack

segunda-feira, agosto 14, 2006

Spring,Summer,Fall,Winter...and Spring

'...Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar...'

"Estrada Nova" by Oswaldo MonteNegro


'Primavera,Verão,Outono,Inverno'('Spring,Summer,Fall,Winter...Spring'-2004)
Ha mais de um ano eu vi esse filme,cheguei até a comentar no outro blog....Tava lembrando dele esses dias...a noite que o assisti deveria ter sido linda mas foi um horror,'no meio' de um término...anyway Mais que um filme é uma renovada na vida....Vou caçar na Net e ver denovo,tentar me 'reciclar' e focar o otimismo porque os dias atuais estão de total 'inverno' na minha vida 0432Quero a renovação da 'primavera'. pvoi
A intenção é de mudança,então acho que a letra dessa música tá valendo; o ritmo ja são outros 500 (muito bom mas calminho nem....)
"My confession" by Otep

quarta-feira, agosto 02, 2006

Ends

Deixa de preguiça e leia o texto,não levará mais que 5 minutos e é lindo....

O amor acaba
by Paulo Mendes Campos
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.'


"No meio da rua" by Kid Abelha (essa música me lembra começos..... )

ps:contrariando o texto maravilhoso, acho que amor é umas das poucas coisas nesse mundo que não acaba.Pode acontecer de tudo com esse sentimento mas se é verdadeiro dura pra sempre;igual hepatite no exame de sangue: sempre vai constar...
Lake (pra mal entendedor não basta)