segunda-feira, agosto 31, 2015

Volta por Copacabana - Inverno em Copacabana

Tenho que sair de São paulo de tempos em tempos,minha escolha mais frequente é Rio de Janeiro - por motivos óbvios. Vou visitar família, amigos ou simplesmente esquecer dos problemas por uns dias.

Dei umas voltas por Copacabana dia desses; aqui algumas das várias fotos que fiz (um dia posto mais, em uns 2 ou 3 anos rsrsrs).


 Saída do metrô Arco Verde
feirinha de adoção de gatos
Grumpy Cat, é você? :)

Almoço bem básico
Sim, eu faço foto de comida!
:P

esculturas de areia clássicas!
bacana se você puder doar grana para os artistas 

Marriot
só de passar na frente me encho de felicidade com excitação.
Lembranças boas....

E não é que o campeonato de frescobol estava bacaninha!
mas não consigo ver por muito tempo 
alguém consegue?!


Inverno no Rio de Janeiro é isso 



domingo, agosto 16, 2015

My King

For the first time in years I couldn´t be in Memphis during Elvis Week (actually I don´t think I will go back anytime this year) but, of course, I spent the whole week thinking about it, especially today.
38 years ago Elvis went to "Rock and Roll Heaven".

Because of the amazing mess my life is now I can only rely on memories of other Elvis Weeks and all the fun it always is.

And here are some photos from those Weeks, not in any order ;)






 Graceland 











We all miss you, Elvis! and so wish the crazy rumors were true and you were still alive...


segunda-feira, agosto 10, 2015

The Pub

André me convidou pra encontrar com uma galera no The Pub, na rua Augusta aqui em SP.... a idéia me agradou muito e lá fui eu.
O lugar é bacana,cara de pub, música de acordo e garçons excelentes (pena que serviço demorado)..... pena que vários dos meus pedidos foram não passaram de pedidos porque eles não tinham meus drinks ou os pratos que eu queria (espero que tenha sido apenas uma infeliz coincidência e eles estavam pra se reabastecer logo, do contrário ir à um pub, bar, restaurante ou bodega, seja lá o que for, e não ter o que se pede é no mínimo frustrante).



o estilo do teto me lembrou ALôca
e de um carinha que uma vez comentou que o lugar estava caindo aos pedaços rsrsrs e eu raspando a parede pra mostrar que era um estilo proposital.

Não consegui comer metade de um dos peixes e,claro, nem 1 1/3 das batatas
comida pesada mas saborosa.

André pediu cerveja de pêssego (o que pra mim ja não é lá uma mistura muito boa) e no fim acabamos trocando a tal pêssego pela minha Heineken


Dry Martini, my lover.... 


Querido!


Não tenho idéia do que esse "Guitar Parade" foi mas adoro Slipknot!


Esquina "com" Avenida Paulista.
Tenho uma relação de amor e ódio com essa cidade.
Melhor dizendo: "gosto/acho bacana" e odeio - gente demais; transito demais; competição demais; gente fria demais, mal-humorada demais.... isso é contagiante :/
Por agora fico por aqui então melhor gostar um pouco mais
 (e logo encontrar pra onde fugir das multidões. Cara, li que tem grupo fazendo apresentação teatral em cemitérios!!!!!).

=^.^=


segunda-feira, agosto 03, 2015

"Eu sei, mas não devia" by Marina Colasanti

Texto que representa a realidade de forma poética e linda.
Peço licensa à Marina Colasanti (um pouco mais AQUI )e posto aqui um dos seus trabalhos.



"Eu sei, mas não devia" 
by Marina Colasanti

'Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma'

(1972)