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segunda-feira, agosto 29, 2022

Mais uma desova!

 Porque sabe Deus até quando terei minhas fotos no Flickr...
Julho de 2010, misturado com foto de 2004, 2005, 06 e, sei lá porquê, 2015 (ou foi 16?).


Lembro que assisti esse filme no cinema mas não com quem, só que não foi sozinha.


Tibi.
A criatura mais amável que já conheci.
Meu bebezinho viveu por 18 anos, metade da minha vida com ele... Como faz falta!!
Aqui acho que em 2005


Eu tinha tempo, e paciência, pra fazer essas colagens...


Eis algo que algumas pessoas se espantam sobre mim: adoro cemitérios.
Não lembro de onde é essa foto, só que não foi eu quem fez.


Uma pessoa me mandou, está aqui no Flickr e agora no Blogspot.
Sem comentários.



Vocês sabiam que tenho poema publicado em livro?
Pois é...
Aqui foto da noite de autógrafos.
2006.
Ainda tenho essa camisa!!!



Com Téo, cachorrinho da Elaine.
2005.
Cara, eu lembro dessa noite!!!!!
Estava na casa de uma amiga pra sair quando Elaine me chama pra ir numa leitura de peça teatral.
Ela queria participar do projeto e imaginou que eu pudesse me interessar então, de última hora, mudei meus planos pra noite.
No fim quando o projeto foi explicado, depois da leitura toda, eu detestei e Elaine também.


2005.
CEU Vila Atlântica.
A biblioteca deles era ótima mas, mesmo relativamente recém-inaugurada, galera estragava e até roubava os livros.
Sobre a regatinha, mal dá pra ver mas é uma das pin-ups de Alberto Vargas, o criador do termo e estilo!
Se não me engano da Carmim (eu comprei mais pro causa da marca mas um tempo depois quando descobri do que se tratava a tal foto, aí sim dei valor). Deveria ter guardado, não me arrependo de doar isso ou aquilo mas algumas vezes eu fico lembrando depois...
E sim, tenho roupas até mais "velhas" que de 2005 pra trás.


Com Rodrigo, batendo um papo no intervalo de ensaio de peça teatral.
Era um projeto bacana mas com produção "triste" (pra não desrespeitar a galera, na verdade foi cruel!).
Como era mesmo o nome da peça? hmmm "O dinheiro é o poder"*, ou algo assim.


2004.
Lembro quando a pessoa que me mandou essa foto me disse que eu poderia usar as fotos dele como e quando quisesse, só levou quase 20 anos.


Infelizmente não sei onde é.


Cenas de uma filme coreano lindo que amo chamado "Primavera, Verão, Outono, Inverno... Primavera", de 2003 mas que assisti num festival de cinema alternativo em 2005 com namorado da época.
As lembranças do filme são maravilhosas, já do namorado... (cadê o emoji de nojo, revolta e descrédito?)

2005.


Eu queria ao menos lembrar porque tenho essa foto guardada... 
Mas que é linda, isso é.


Nessa dos "Bukontros", encontrinhos de uma galera do Orkut participantes de uam comunidade sobre o escritos Charles Bukowski (e o universo retratado por ele).


Mais da noite de autógrafos do meu livro.
O rapaz da direita era meu editor (desculpe, não lembro seu nome, só que o livro deveria ter outras tiragens agora que eu tenho dinheiro pra comprar vários rsrsrs).


Bonitinho.
?!


2005-06.
Como eu adorava ir ao Manifesto Rock Bar!!!
Teve várias vezes que eu saia de trabalhos e não tinha como voltar pra casa por causa do horário e ia pra lá, garantia de show e galera bacana.
Pelas fotos que vi ao longo desses anos as coisas mudaram um pouco, que pena.
Ficam as ótimas lembranças.

2006.
Lembro que antigamente pra sequer postar foto em blog a gente tinha que saber um pouco de HTML, ser "bloqueira" mesmo!
Hoje em dia, com tudo pronto eu não tenho idéia de como arrumar essa foto.
Vai assim e fica a lembrança do que era ser blogueira de verdade.

Vitamina D pra que?


Pra ficar assim!


2009.
Com meus avós em Seropédica, RJ.


Elenco da peça "O dinheiro é o terror"*.
Eu sou a mocinha com braço esticado (não me pergunte porque fiz isso).
Eu interpretava uma cartomante, lembro do laboratório pro papel... Cara, aprendi bem mais que sobre tarô nessa peça.



Esse era o tipo de "cartão" que eu mandava pra galera em datas comemorativas.



Lembra do "Who you´d like to meet" do MySpace?
Esse foi um dos meus.
2005, acho.

Meu amor por gatos e poesia invadiu a cabeça de um fã que fez esse trabalho pra mim.


Ensaiando ao ar livre para a peça "O ovo da galinha"*.



Aqui em cena na peça sobre uma galinha inteligente e malandra.


2004-05.
Tibi, Winky e Bi.
SAUDADES dessas criaturinhas :(


2015
Sei lá porque essa foto está aqui no meio mas ok.
Forte de Copacabana numa tarde de passeio pelo bairro.


*ps: não me lembro ao certo o nome das peças.

terça-feira, março 05, 2019

De repente....

"De repente tudo vai ficando tão simples que assusta.
a gente vai perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem.
As opiniões dos outros são realmente dos outros e mesmo que sejam sobre nós, não têm importância.
Vamos abrindo mão das certezas de nada e isso não faz a menor falta.
Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado e sim a vida que cada um escolheu experimentar.
Por fim, entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego, é viver sem medo e fazer o que alegra o coração naquele momento.
E só"
-- Mário Quintana



terça-feira, janeiro 15, 2019

'Dê!" by Silvia Cássivi

"Dê uma chance ao amor! 
À paixão! Ao fogo no rabo!
Ao tesão! Taras, delícias!
Ao sorvete napolitano! 
Dê uma chance à quem te magoou!
Dê um bom beijo nele!
ps: use o sorvete sem moderação!"
--Silvia Cássivi


sábado, março 11, 2017

Adeus?


"AMOR DE PARTIDAS"

by Beth Marcos 
'Nada posso contra as infindas partidas
Contemplo a distância que nos separa
E o relógio das esperas intermináveis
O tempo letárgico prossegue
Insensível, invernal e seco
Como sempre, alheio ao desejo
Então fraquejo!
Convivo com teu sim e com teu não
E presa da esperança, suspiro
Meu olhar navega entre os vagões
Quando, então, vislumbro tua silhueta esquia
Te amar é quase um pesadelo!
Então me quedo desolada
Na estação.
Seremos felizes? Talvez sim, talvez não
Deslizo o pensamento nessa quimera
E, de súbito, uma ânsia me invade
Haverá novo regresso? 
Na solidão dos dias, compreendo
Desse amor de partidas
Não restarão senão saudades!'



sábado, maio 21, 2016

Odes de Ricardo Reis



"Para ser grande, sê inteiro: nada
 Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és 
No  mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"
Ricardo Reis




domingo, fevereiro 07, 2016

Goodbye

"After A While"
by Veronica A. Shoffstall

'After a while you learn
the subtle difference between
holding a hand and chaining a soul
and you learn
that love doesn’t mean leaning
and company doesn’t always mean security.

And you begin to learn
that kisses aren’t contracts
and presents aren’t promises
and you begin to accept your defeats
with your head up and your eyes ahead
with the grace of woman,
not the grief of a child
and you learn
to build all your roads on today
because tomorrow’s ground is
too uncertain for plans
and futures have a way of falling down
in mid-flight.

After a while you learn
that even sunshine burns
if you get too much
so you plant your own garden
and decorate your own soul
instead of waiting for someone
to bring you flowers.

And you learn that you really can endure
you really are strong
you really do have worth
and you learn
and you learn
with every goodbye, you learn…'




segunda-feira, agosto 03, 2015

"Eu sei, mas não devia" by Marina Colasanti

Texto que representa a realidade de forma poética e linda.
Peço licensa à Marina Colasanti (um pouco mais AQUI )e posto aqui um dos seus trabalhos.



"Eu sei, mas não devia" 
by Marina Colasanti

'Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma'

(1972)



sexta-feira, julho 18, 2014

Surpresa vazia

"depois"
by Grã

'é como a banda que a pouco deixara a música espalhada por todo canto, mas que agora já dobra a esquina, deixando prá traz apenas o sorriso congelado que vai desmontando lentamente na face dos ouvintes
é como um cartão vermelho, por reclamação
é como a luz que se acende, findo o filme lindo de doer
é como pernas desnudas que desentrelaçam
é como a alegria do lápis rolando pela mesa se dissipando com o som estridente da ponta quebrando ao chão
é como o gosto incoveniente do palito ao fim do picolé
o olhar dolorido, que ainda não acredita.'